Elifas Andreato

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Elifas Andreato



Vai ser difícil escrever a história das últimas décadas no Brasil sem ilustrá-la com a arte de Elifas, resume o escritor Fernando Morais. Com quase 50 anos de carreira, o artista gráfico, cenógrafo e jornalista Elifas Andreato é considerado o mais importante capista e um dos nomes mais importantes das artes gráficas do País. Ele produziu capas de disco para quase todos os grandes nomes da música popular: de Chico Buarque a Paulinho da Viola; de Adoniran Barbosa a Elis Regina.

Ainda jovem, deixou o ofício de aprendiz de torneiro mecânico no final dos anos 1960 para tornar-se estagiário e logo diretor de arte do núcleo de fascículos femininos da editora Abril. Em 1970, participou da criação da revista Placar e da coleção História da Música Popular Brasileira. Ainda na década de 1970, colaborou com jornais e revistas de contestação à ditadura militar, como Opinião, Movimento e Argumento. Boa parte dessas obras engajadas foi mostrada na exposição Elifas Andreato – As Cores da Resistência, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em 2010. Também trabalhou como programador visual para peças teatrais, com destaque para Ricardo III, de Shakespeare, Mortos Sem Sepultura, de Jean-Paul Sartre, Murro em Ponta de Faca, de Augusto Boal.

Hoje, entre muitas outras atividades, é diretor editorial da revista Almanaque Brasil, uma das mais importantes publicações sobre cultura brasileira. A revista é distribuída em voos da TAM, por assinatura e em bibliotecas públicas, além de ter uma versão semanal televisiva, exibida pela TV Brasil e TV Cultura.

Artista gráfico, cenógrafo e jornalista, Elifas Andreato nasceu em Rolândia (PR), em 1946. Aos 14 anos já pintava painéis, como os que decoravam o salão de festas da Swedish Match do Brasil (empresa fabricante dos fósforos Fiat Lux). Aos 22, tornou-se diretor de arte do núcleo de fascículos femininos da editora Abril. Em 1970, participou da criação da revista Placar e da coleção História da Música Popular Brasileira. Ainda na década de 70, colaborou com os semanários Opinião, O Movimento e a revista Argumento. Também trabalhou como programador visual para peças teatrais, com destaque para Ricardo III, de Shakespeare, Mortos Sem Sepultura, de Jean-Paul Sartre, Murro em Ponta de Faca, de Augusto Boal, entre outros.

No mesmo período, destacou-se como criador de capas de discos para os mais importantes nomes da MPB. O trabalho de capista continuou durante a década de 80, com destaque para discos de Chico Buarque (Ópera do Malandro, Almanaque e Vida), Vinicius de Moraes e Toquinho (Arca de Noé 1 e 2, Um Pouco de Ilusão), Toquinho (Aquarela, Casa de Brinquedo), João Bosco (Essa é Sua Vida e Bandalhismo), Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.

Nos anos 90, seu trabalho dirige-se para a área editorial, tornando-se responsável pelas coleções MPB Compositores e História do Samba, ambas lançadas pela Editora Globo. Atualmente, Elifas Andreato é responsável pela revista Almanaque Brasil de Cultura Popular¸ publicação mensal que circula a bordo dos vôos da TAM. Com 100 mil exemplares/mês, a revista divulga aspectos da cultura e da história do Brasil.

Algumas Obras

Alguém tocando (c/ Jessé)
Bê-a-bá – Princípio VII (c/ Toquinho)
Blues da solidão (c/ Jessé)
Cada um é como é – Princípio VI (c/ Toquinho)
Cantar (c/ Jessé)
Cantiga para ninar o sol (c/ Jessé)