Alex Formiga

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Alex Formiga



O professor de capoeira Alex de Souza faz do mais brasileiro dos esportes uma ferramenta de reabilitação para crianças portadoras de deficiências físicas.

Alex de Souza mal tinha completado 16 anos idade quando recebeu, em 1999, um convite para fazer parte de uma pequena apresentação de capoeira para crianças da Associação de Assistência à Criança Deficiente, AACD, uma das instituições mais respeitadas do país nessa área.

No dia marcado ele estava lá e tudo se encaminhava para que fosse apenas mais uma exibição para alegrar meninos e meninas com problemas no aparelho locomotor.

Um gesto espontâneo de Alex - ou professor Formiguinha, como é chamado - mudou sua vida e a de muitas crianças a partir daquele momento.

Ao chamar um garoto com deficiência para entrar na roda, ele desencadeou um fato sem precedentes.

Diante da receptividade imediata daquele e de outros pacientes, interessados em participar apesar de suas limitações físicas, Alex nunca mais saiu de lá.

Hoje já não conseguiria ficar sem essas crianças, diz o capoeirista, após seis anos trabalhando como voluntário na AACD, num trabalho de formiguinha, que pressupõe muita persistência e paciência.

Por conta dessa dedicação, que incluiu a adaptação de exercícios num método que ele desenvolveu, a capoeira passou de atividade recreativa a ferramenta na reabilitação dos pacientes, que são encaminhados a ele pelos médicos da instituição.

A Capoeira é Muito Útil Porque ao Mesmo Tempo Estimula a Coordenação, o Equilíbrio, a Agilidade e a Flexibilidade.

Empolgado com os resultados, ele fundou seu próprio grupo, o Mangangá, que mescla na mesma roda os mais ágeis atletas com jovens que não conseguem andar - numa integração que, além do benefício fisioterápico, é um ótimo remédio contra o preconceito e a desigualdade.

Apesar da dedicação ao trabalho voluntário, o professor Formiguinha é dos poucos capoeiristas que podem dizer que vivem do esporte.

Leciona em colégios de classe média e ainda encontra tempo para dar aulas grátis na Casa de Cultura de Santo Amaro, na zona Sul de São Paulo.

Confiante, ele quer agora ampliar o campo de inclusão do Mangangá e desenvolver novas atividades de capoeira específicas para deficientes mentais e visuais.

A capoeira é muito útil para portadores de deficiência porque ao mesmo tempo estimula a coordenação, o equilíbrio, a agilidade e a flexibilidade, explica Alex, que costuma ser convidado para dar workshops e palestras, inclusive em faculdades de fisioterapia.

Além disso, ela contagia ao embutir cultura e ritmo, ao som das palmas e do berimbau.

Segundo ele, tudo isso ajuda a construir a autoestima das pessoas, um ingrediente poderoso na reabilitação de qualquer paciente. Graças a Deus - diz Formiguinha - pude levar por meio da capoeira um pouco de esperança para muita gente e para mim, pois essas pessoas me mostraram que tudo é possível.

Alex ministra palestras e workshops, inclusive em faculdades de fisioterapia. Ele contagia ao embutir cultura e ritmo, ao som das palmas e do berimbau. Segundo ele, tudo isso ajuda a construir a autoestima das pessoas, um ingrediente poderoso na reabilitação de qualquer empresa.

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